sábado, 7 de maio de 2011
A INFLUÊNCIA DA RELIGÃO E OUTRAS CRENÇAS II
sábado, 5 de março de 2011
As portas da percepção
Há coisas em nossas vidas que podem tomar diferentes significados dependendo de como é passada; divergências são comuns, cada pessoa processa a informação recebida da maneira que lhe convém.
Tomemos o exemplo do carnaval, do modo que é tido hoje, que é condenado por uns, amado por outros. Mas qual o real fundamento deste contraste? Religiões, crenças, culturas, grupos de pessoas em geral, o abominam, porém, infelizmente, a grande maioria o faz não seguindo um preceito que fundamente seus ideais, e simplesmente por preconceito e aversão a uma festa da qual não está habituado, e ao invés de criticar com argumentos, para tentar adaptar-se a realidade de que existem outras pessoas que tem o entrudo como base cultural, fonte de renda e até único modo de alegrar-se, a grande maioria o ofende por achar que adaptando-se estará aceitando participar e assim estaria se "contaminando".
Demais movimentos, quando surgiram, geraram uma espécie de "neofobia", a sociedade via ameaçada sua cultura tradicional, o que trazia a tona tal aversão. Desde a antiguidade, quando na europa chegavam povos estranhos (bárbaros), ou no Oriente Médio pré-Cristo já dividido, tal choque diferenças e novas idéias eram tidos como maus e errados; passando para o Renascimento, tão condenado em sua contemporaneidade, e que no Modernismo e nos dias de hoje ainda olhemos frutos das idéias semeadas naquela época; também o nascimento do Rock'n Roll e suas futuras vertentes foram amaldiçoados por serem uma forma nova, livre e que dava aos jovens certa autonomia para expressarem-se.
Há algo na mente dos homens que os impede de olhar com outros olhos o mundo, não só seu pequeno mundo pessoal, e sim o mundo maior que existe e no qual todos seus coespécies também habitam, essa falta de percepção apenas atrofia o desenvolvimento do homem.
Saia do comodismo, abra as portas da percepção que existem em você! Olhe, enxergue, note que as diferenças existem e fazem bem! Tenha preceitos para seguir, mas não os utilize para explicar seus preconceitos. Critique, mas para o bem do que está sendo criticado, para, assim, não ofender. Adapte-se ao que lhe não parece comum, não é necessário aceitar, mas é preciso saber viver, mesmo que num meio que não lhe é comum.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Aliens III - Julgamento da raça
A racionalidade do ser humano o põe na posição de achar-se justo juíz, por isso deduz ser o exato e correto e o que foge deste seu comportamento por ele é julgado como o falho e errado.
Mas aqui cairíamos em uma questão já muito debatida por pensadores, filósofos ou amantes do conhecimento: a relatividade e diferenças. Ao fechar-se em um único meio de vivência, é criado um mundo, por exemplo, no ambiente escolar, os relacionamentos professor-aluno, aluno-aluno, professor-professor, e assim por diante, são parte daquele meio e as idéias e pensamentos fazem parte unicamente à ele, ou em um grupo de amizade com o qual só se convive em um ambiente descontraído os assuntos são convenientes àquela situação, assim criam-se "mundos" distintos e as atitudes cabíveis a cada um são compreendidas apenas pelos que neles habitam.
Para alguns, o ato de fumar é condenável, e estes têm seus argumentos para tal julgamento, mas para outros, fumar é apenas mais uma atividade rotineira e de prazer. Para certas famílias falar sobre sexo, relações sexuais antes do casamento ou até mesmo a masturbação é um pecado, mas para outras, além de normal, é algo ensinado no ambiente familiar. Para algumas é imperdoável a atitude de se obter o que se quer a qualquer custo, mesmo que tenha de sacrificar desejos alheios, mas é só olharmos Maquiavel e seus argumentos para vermos que não é de todo mal tal ato para quem o prática. Há muitas outras questões como a de gênero, cor da pele, religião e idade que podem ter o mesmo olhar.
O ato de julgar é normal e conveniente ao homem, mas achar-se soberano e onipotente não convém, pois há julgamentos sendo feitos a cada um, assim como cada um os faz.
