Artigo escrito pelo Prof. Hélio do Cursinho Objetivo Guarulhos.
No último final de semana estudantes do Brasil todo prestaram o exame do ENEM. Mais uma vez o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) errou grosseiramente, primariamente, comprometendo de maneira irreversível a credibilidade desse exame criado pelo governo federal em 1998. Como se não fossem suficientes as falhas e vexames ocorridos no ano passado, os responsáveis pela prova mostraram mais uma vez o quanto a educação está desmoralizada e colocada em segundo plano em nosso país.
O mais irritante é que os estudantes foram instruídos para a “seriedade” da versão da prova 2010: não seriam permitidos relógios, lápis, borracha e outras coisas que poderiam colocar em risco a lisura e tranquilidade do exame. Essa demonstração de pseudo seriedade caiu por terra sob as falhas na impressão da prova, troca de cabeçalhos, erros na confecção de gabaritos. Lamentavelmente essa desorganização,essa inépcia (sem nenhum trocadilho com o nome do instituto responsável ) e principalmente essa falta de ação do MEC coloca o ENEM em xeque. Já fui um ardoroso defensor do ENEM e de sua filosofia; hoje lamento que o exame esteja completamente comprometido pela incompetência do poder público na aplicação simples de uma prova de âmbito nacional. Perdemos outra grande chance de estabelecer um programa sério e democrático de acesso ao nível superior. Uma pena: se fosse em um país sério cabeças teriam rolado e o vexame jamais se repetiria. Agora se discute juridicamente a anulação do exame; todos agem como se o tempo e esforço de milhões de estudantes fossem nada; como se esse período tão importante para os jovens não significasse nada. É uma lástima. Até quando seremos expostos a isso?
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